quinta-feira, março 22, 2007

expressões e sentidos



mais um dia findou, e ja começou um outro. os dias passam a um ritmo acelarado. engraçado quanto mais envelhecemos, mais rápido o tempo parece passar.
quando era pequenino um ano, parecia demorar uma eternidade, agora um ano assemelha-se ao vento, voa, sente-se mas não se consegue ver e acima de tudo, deixa as suas marcas.
ontem custou-me a dormir, alias tem-me custado a dormir nestes últimos dias, minto, semanas. adormeço tarde, levanto-me mais tarde ainda e deixo-me levar por um sentimento de ausência e recusa.
por vezes faltam-me palavras, até mesmo expressões. quando queremos estar sós, para que serve a expressão? a expressão so ganha sentido quando a partilhamos, alias é na partilha que muitas coisas ganham sentido.
de que nos serveria a beleza se não existissem pessoas para a observar? será que arte teria sentido se ninguem a admirasse? alías, será que existiria? será que existiriam os pecados capitais se não nos partilhassemos? conseguem viver sem eles? a gula, a luxúria, a avareza, a íra, a soberba, a vaidade e orgulho, serão mesmo pecados, ou serão expressões as quais lhes foram atribuidas um nome? ja agora, será que algo so adquire significado se tiver um nome? nunca sentiram nada que não conseguiram expressar por palavras, algo que os dicionários não definam tão cientificamente como fazem? la estou eu novamente a divagar, mas ao divagar, liberto-me. curioso como o escrever pode libertar uma pessoa.
acabei de supirar, por mil e uma razões o fiz. foi expontaneo! sabe bem suspirar, para mim chega até a ter sabor. deito um sorriso e digo que parece parvo dizer que um suspiro tem sabor. para mim tem! não falo de suspiros de açucar e clara de ovo, falo de algo que se assemelha a um desabafo que nos sai mesmo de dentro. um suspiro pode saber a algo bem doce, como a algo bem amargo. este suspiro foi bem doce. um suspiro vem sempre acompanhado das memórias.
quando fomos feitos deus caprichou, deu-nos várias coisas boas, mas uma delas é a capacidade de reter aquilo que vivênciamos, aprendemos e apreendemos. é bom recordar.
o mesmo se passa com um sorriso, eu adoro sorrir, acho que é a expressão que mais uso. estranho, pois pela melancolia que muitas vezes transmito para aqui, leva a pensar o contrario. mas é verdade adoro sorrir, mas aquele sorriso verdadeiro que liberta endorfinas que nos deixa mais felizes. há aquele que mostramos até os dentes (o mais expressivo e mais desinibido), depois há o que apenas esticamos bem os lábios para os lados (ligado a uma certa vergonha ou então a um sorriso maroto, hummmmm. adoro martos, lolololol) e por fim temos os falsos sorrisos, aplicados a situações sem graça alguma, mas que fica sempre bem sorrir. para mim até o sorriso tem sabor, alias para mim tudo tem sabor, odor, som e forma. que era de mim sem os meus sentidos.
os sentidos são explorados de uma forma fantastica. há um spot publicitario que da na tv, referente a uma marca X de azeite que diz o seguinte:

"tirem-me a vista
tirem-me para sempre a luz de lisboa
tirem-me as encostas do douro, ... tejo e alentejo
tirem-me a calçada dos passeios e os azulejos da parede
tirem-me o ouvido
tirem-me para sempre o choro da guitarra e o pranto do fadista
tirem-me os pergões das mulheres do bolhão e a pronuncia de norte a sul
tirem-me a fúria da espuma das ondas e o grito do douro
tirem-me o tacto
tirem-me para sempre o sol de inverno a bater-me na cara
tirem-me o barro a ganhar forma entre os dedos
tirem-me o rosto queimado de minha mãe e as mãos asperas do meu pai
tirem-me tudo isto, mas não me tirem o gosto
porque se eu ainda for capaz de saborear a alheira a rebentar de sabor e o bacalhau com todos a nadar em azeite
serei capaz de de dizer, se não me tirarem a fala
que estou em portugal"

optimo exemplo da exploração dos sentidos, adoro este anuncio...
os sentidos fazem-me tão feliz, especialmente o sabor. adoro saborear um beijo. degustar cada alimento, sentir a sua textura, adoro o salgado, o doce, o amargo, adoro saborear. gosto de sentir o gosto a pele, por vezes salgada, outras adocicada... é bom explorar a expressão dos sentidos, se for acompanhado, ainda melhor...

quarta-feira, março 21, 2007

preciso de desabafar


tenho encontrado neste blog uma optima forma de pôr cá fora aquilo que quero dizer, mas que muitas vezes quardo so para mim, e mesmo o que digo, é de certa forma codificado, so eu entendo. achoq ue se vai tornar uma rotina vir escrever um pouco antes de me deitar. faz-me bem desabafar. há coisas comas quais não devemos dormir.
hoje foi um dia complicado, senti dores de cabeça e basicamente agi como um vegetal. mal abri a boca, nem queria ninguem por perto. deixei-me adormecer com certas coisas na cabeça. quando tenho pouco para fazer, é quando me sinto mais fragil, por isso afasto-me, com receio que algo me magoe. por vezes pareço massoquista, e até sádico, mas a verdade é que dispenso isso.
tenho me negligenciado, tenho esquecido de mim. curioso visto ter certos cuidado, mas sabem quando se faz uma coisa repetidamente, acaba por se tornar numa rotina, em algo que provém de um estimulo impensado. lembro-me de uma frase que um dia li dizia "os espinhos com que me feri, foram produzidos pelo arbusto que plantei", acho que nem vale a pena comentar.
um dia destes andava pela fnac e vi um livro que faz parte da minha infancia e juventude. em criança tinha um significado, mas agora em adulto continua ligado ao mundo de fantasia, de sonho, mas a cada frase encontro uma realidade, que em criança não existia. a fantasia não existe sem a realidade. coabitam no mesmo universo, não acho que se contradigam, pelo contrario, complementam-se.
"O princepezinho" de antoine de saint-exupéry. em criança a minha personagem favorita era o principe, mas quando voltei a ler apaixonei-me pela raposa. vou escrever em palavras do livre o porque da minha escolha:

..."Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos."... (capituloXXI)

so posso dizer, lindo! quanto mais leio gosto...
quero que alguem me cative, mesmo que isso me magoe, me faça chorar no fim. preciso de ser cativado, para senti que realmente estou a viver e agora ja quase nada me cativa. este vazio não me anda a fazer bem. cativa-me...
boa noite.

segunda-feira, março 19, 2007

ai deus meus, ja devia ter juizo


pois, hoje vou falar do meu juizo, acho que anda a faltar. com a idade que tenho ja devia de saber que as coisas acontecem e por mais que se faça pouco ou nada se pode fazer para se voltar atrás. tenho aperendi muito com o que faço e mais com os meus erro, mas por vezes volto a comete-los. acho que devo ser burro. não gosto de falsos moralismos, porque se sou como sou, deve haver um motivo, e até ha, não sei se algum dia ja escrevi isso aqui, mas... se nºao contei ca vai, lololololol. a uns tempinhos atrás fui fazer uma leitura de aurea. nessa leitura a pessoa que me olhava falou de muita coisas sobre mim, muitas coisas gerais, que acho que podem ser de facil entendimentos, mas outras que de tão especificas que eram, fez com que me surpreende-se. acreditava e não acreditava na coisa, mas depois que fiz, as duvidas deixaram de ser menores. mas o que queria dizer, é que esta pessoa falou das minha vidas passadas, mais concretamente de uma. pelo que parece eu ja sou uma alma com muitos séculos, tenho desenvolvido muito o meu lado cientifico e racional, mas o meu lado mais irracional e digamos sentimental, tem sido deixado sempre para trás (até agora concordo). começou a falar da minha anterior encarnação e pelo que em contou eu deveria de ser muito "fresca", sim digo no feminino, porque ja fui gaja. lololololololo. disse-me que eu era uma mulher bonita, alta, muito sensual e que gostava de aproveitar a vida ao maximo (com muitos pretendentes), não sendo maternal, nem se pegava a quase nada, senão à propria vida. quando morri não aceitei a minha morte, por isso decidi reencarnar homem nesta vida, numa tentativa de mudança. pois... realmente o sexo mudou (ainda bem, não estava a ver ser mestruado, deus me livre, lololol), mas acho que alguma coisas permaneceram, hehehehe.
gosto muito da minha vida agora, mas realmente custou-me a aceitar algumas coisas. sempre fui muito vaidoso, digamos que é um bocado contaditório para alguem que... (nem vale a pena falar disto). gosto de ter pretendentes e de brincar com eles (chego por vezes a ser mau). sensualidade para mim é essencialgosto de bricar a jogos de sensualidade. enfim e mais cenas... sei que muita gente não acredita nestas coisas, nem eu acreditava, mas temos de convir que há por vezes frases que ouvimos que nos fazem duvidar de certesas ja estabelecidas. passei a acreditar em algumas coisas.
com 28 anos de vida ja devia de saber fazer bem a triagem, separar as coisas e não andar a confundir cenas, em que a possibilidade de vir acontecer, é tão improvavel, como um elefante acasalar com uma tartaruga (lolololololo pobre tartaruga so o peso, lololololol). por favor! so a ideia de estar a pensar nisso deixa-me parvo. será que bati com a cabeça? será que me drogaram? ou será que devia de pegar no meu carrinho e ir directamente para o hospicio? meu deus! como posso estar a pensar em cenas destas... devo estar mesmo carente, muito mais do que imaginava. mas pelo caminhar da carruagem vou continuar assim. primeiro, continuo obcecado pelo mesmo (sim acho que ja é caso clinico); segundo, as pessoas que tenho conhecido (bem poucas), algumas até teem sido interessantes, mas com a minha sensibilidade de pedregulho, podem calcular o resto. mas convinhamos, se tivesse gostado mesmo, teria agido de outra forma; terceiro, quado vamos connhecer alguem com um proposito, pouco ou nada pode vir a se desenvolver; quarto, as pessoas buscam sempre algo, e muitas não teem nada haver com os meus ideais, nem eu com os delas; quinto, acho que o que procuro não existe. o cavaleiro monstado no caalo branco, foi morto a tiro, quando vinha na minha direcção, mesmo quando ja o estava quase a ver, puf, desapareceu na neblina. acho que não aceito os factos de que a pessoa que tanto anseio, não existe. não procuro o fenomenal, procuro apenas alguem que me faça feliz, alias que me faça sentir completo...
mas por favor, tenho de organizar bem esta minha cabecinha para que não confunda cenas - minha cabeça se me ouves, tem juizo, quem manda não é o caração, mas tu! se não fosses tu o coração não bateria por ninguem. separa bem as coisas e por mais carente e vazio que esteja o polo do amor, não o preenchas com possibilidades tão pouco coerentes como as ue te ocorrem agora".
bem dito isto acho que meu amante favorito me espera, claro falo do meu quente e amado edredom, hummmmm, pelo menos ele nunca falha, aquece-me e por vezes faz-me transpirar, lolololo.
até breve

sexta-feira, março 16, 2007

o tempo passa



lá se passou mais um aniversário, agora com 28, sim 28 anos, ainda sou novo, serei mesmo? sinto-me novo, apenas um pouco desmotivado, tenho apenas de encontrar uma distracção em tempos mais mortiços. não sei viver sem fazer nada, sinto-me a estagnar. hoje estive a conversar com uma pessoa que estou a gostar de conhecer (um provável amigo) e ele disse-me uma coisa, que ficou gravada, "não se pode viver de uma forma apática" e tem toda a razão. acho que ando a me criticar demasiado e sinto-me a ficar cada vez mais para trás.
acabei de lei o blog de um amigo meu, e adorei, lembrei-me dos velhos tempos, quando muita coisa era novidade. os aplausos quando o avisão aterrava na madeira, lolololololol, acho que fui sempre do contra, se o fiz, acho que nem se contam pelos dedos de uma mão. sempre gostei de entrar num avião e olhar pela janela. ainda gosto, mas hoje em dia ja é mais cansativo, por vezes ir e voltar no mesmo dia acaba com uma pessoa. mas não devo, nem posso reclamar, a vida tem sido muito boa para comigo, tenho a certesa que eu é que não a tenho aproveitado bem. prendo-me demasiado a tuo e depois deixo tudo o resto passar por mim.
a conversa com este meu conhecido, fez-me pensar. realemnte eu não me interesso por muita coisa e as coisas pelas quais me interesso são consideradas pela maior parte das pessoas como futeis. serei eu mais um fútil? bem capaz, para a maior parte das pessoas, mas vejo-me como um homem que gosta de viver a vida da sua forma. como ja mencionei eu tenho o meu mundinho, e nele protejo-me e so la entra quem eu quero, bloqueando muitas vezes possiveis amizades ou somente conhecimentos do momento. não fui sempre assim, mas cada vez mais sinto que me fecho para os outros.
busco algo que não existe, e, se existe é inatingível. ora quero, ora não quero. desejo e não desejo. sinto e não sinto. peço e volto atrás com as palavras. muitas vezes sinto-me perdido apegando-me a momentos do passado. ser saudosista tem as suas limitações. porque raio não me vou apegar ao futuro, pelo menos me apegaria a algo novo, mas a verdade é que a incertesa de um futuro, da-me um certo medo e acabo por me apegar ao passado. esse foi consumado e faz parte de mim.
não me interesso por politica, nem por economia, ouço um pouco aqui e ali, mas pouco ou nada fica. jogos de poder soam-me sempre a falso. acho que não acredito que haja alguem capaz de fazer uma coisa pelos outros sem pensar em si, no que pode lucrar com aquilo. eu ja fiz dessas coisas, mas agora deixei-me levar pelos demais. temo algumas coisas, por isso protejo-me mas muitas vezes por demasiado. acho que por viver os sentimentos tão intensamente tenho medo, pavor, de voltar a sofrer ou a ser demasiado feliz. que parvo, mas na maior parte das vezes fico num tipo de limbo, algo que nem é feliz, nem triste. que sente, mas que não explora o que sente.
eu escolhi e tb acabei por ser obrigado a escolher as pessoas com me relaciono hoje me dia. tentei conhecer mais, mas não me esforcei, a verdade tb é essa. acomodei-me e por vezes sinto que "sugo" demasiado quem me rodeia. tenho uma teoria que diz que quanto mais solitários queremos estar, na verdade quer dizer que mais precisamos de alguem perto de nós.
não me considero ignorante, mas provavelmente dever-me-ia interessar mais pelo que me rodeia, estar mais bem informado, mas opto por viver à margem de muita coisa.
devo ser um "alien", pois vivo alienado deste mundo em muita coisa.
dizem que quando alguem não se interessa por nada, torna-se numa pessoa desinteressante. porra acho que me estou a tornar numa pessoa assim. acho que preciso de um mestre, mas nem bela sou! oh pá nem posso concorrer à "bel e o mestre" na tvi. que cena (lololololololol)
mais outra cena que me tem feito pensar. esta é de foro intimo, mas ca vai. esta semana chamaram-me de agressivo, num momento assim mais intimo, se me faço entender, heheheh. estava com pessoa x e a pessoa, não estava a ter a reacção que eu pretendia, alias estava com uma cara assustada (nunca me aconteceu isto). eu perguntei a razão e respondeu-me "tu és agressivo". uai. eu não não bato (bem...), nem rasgo roupa (mas ja rasguei, mas a culpa foi da bebida e da ganza, lololol), mas neste caso não fiz nada disso, so o empurrei para cima da cama (com um certo carinho LOLOLO). não entendo estes homens. eu gosto de controlar a situação, mesmo quando pensam que controlam, naaaaaa, mas tb sei ser doce. eu acho é que sexo é uma coisa, fazer amor é outra coisa. e no sexo posso ser um bocadinho mais descontrolado, mas agressivo não acho. nunca deixei marcas em ninguem, bem em quase ninguem, lolololololol. submissão não é comigo, nem no sexo, nem na vida, nem na minha forma de ser. posso por vezes ser apático e me estar alheio a tudo, mas não deixo ninguem me subjugar. posso por vezes me cirticar e até mesmo não gostar de mim, mas respeito-me e nisso orgulho-me, e sei me defender muito bem, se sei, lololololo.
aiiiiiiiiiiiiii faz-me mesmo muito bem escrever que me vai na alma. ajuda-me. este blog esta a ser uma terapia fantastica.

segunda-feira, março 05, 2007

o meu aniversário


bem o dia aproxima-se e até tenho andado mais ou menos bem. tenho tentado por tudo estar positivo. minha avó tambem faz anos no mesmo dia que eu, uns belos 90 anos, por isso tenho tentado andar mais bem disposto. 90 anos é daquelas idades que temos mesmo que festejar!
eu farei 28 anos, acho que não estou mal para 28, mas podia estar melhor. ponho-me a pensar no tempo que passou (sou do mais saudosista que pode haver) e ponho-me pensar nas probabilidades do futuro. ponho-me a pensar em muitos "ses" mas de nada me servem. tenho de pensar mais no futuro e muito mais em mim, mas por outro tenho negligenciado algumas pessoas que são muito importantes para mim, a minha família. apesar de tudo e dos confrontos entre gerações, os meus pais e a minha avó são as pessoas mais importantes para mim e por vezes so lhes mostro o pior de mim... infelizmente. tenho saudades de quando era bem pequenino, em que andava quase sempre de calções, em que tudo era mais facil e em que olhava paras as coisas inocentemente. tenho saudades do que ja fui, mas espero ser muito mais do que sou agora. se me vissem em pequenino, eu parecia mesmo uma anjinho, e era, alias ainda sou (cof cof, lololololol). andava sempre por aí a correr, ou então a brincar, so voltava para casa perto das 18, somente por que era a hora das "avé marias", minha avó assim o dizia, era a hora em que os espiritos maus saiam à rua, lolololololololol. eu agora so saio depois dessa hora, será que me tornei num espirito mau?lololololololo.
eu era pequenino, gordinho, branquinho e de cabelo bem liso, aiiiiiii que saudades daquele cabelo (era so lavar e siga). adorava subir às arvores, jogar-me na erva, apanhar gafanhotos e tinha a mania de que era cientista maluco, lololololol, agarrava nos cremes de minha mãe e misturava-os na esperança de salvar os gafanhos que tinha morto, num frasco sem ar, lololololo, que louco. tinha tendencia a experimentar coisas muito alternativas, tipo meter um gato na máquinha de lavar, etc, etc, lololololol. passados 20 anos as coisas mudaram. ja me deixei de certas coisas mas começei a experimentar outras. começei a enveredar por uns caminhos menos inocentes. começei a gostar de coisas que ja não posso fazer só, lolololool, e tb começei a daquirir gostos mais complexos e vicios, o pior são os vicios. e vicios adquiridos são complicados de serem retirados. tive uma vida muito boa e uma infancia fantastica, não posso reclamar, mas sabem mesmo tendo quase tudo, por vezes não sei porque, mas acho que me falta algo, que até hoje não consegui alcançar, mas tb eu sou muito insatisfeito. sou extremamente critico, mas o principal alvo sou eu, por isso por vezes vou a baixo, mas acabo por me reerguer.
28 anos, como o tempo vooa e acho que so começei a viver aos 23, é engraçado, acho que so acordei para a vida nessa altura. so aos 23 comecei a sair realmente da casca, e que saida que tive. enfim...
quase 28, ainda sou novo, mas o tempo marca-nos, e felizmente que o faz, triste daquele que não aprende com a vida. sinto falta do que ja fui, mas gosto do que sou e serei muito mais do que sou agora. independentemente daquilo que me venha a acontecer, espero pelo menos manter um pouco daquilo que ainda tenho e que mais me orgulho. sabem o que é? a minha capacidade de realmente gostar de alguem!

até breve...