
hoje decidi passar algo para o meu blog, algo que so tinha em papel. decidi, porque este blog esta a ser feito como um diário pessoal. não me importo que outros leiam, pois so eu gosto sabe quem sou. transcrever a carta, foi um pouco penoso, não tanto pelo conteúdo, mas por me lembrar como me encontrava naquela época, foram momentos complicados que ultrapassei. sabem como por vezes acontecimentos tendem a acontecer todos de uma vez e ficamos sem saber para que lado nos voltarmos. por um lado foi o rompimento amoroso, por outro o trabalho que não corria mal e por outro a minha eterna insegurança afectiva, enfim... tudo levou-me a um estado que nem eu me reconhecia. e tudo mudou por vaidade (heheheheh, apesar de me rir agora, a verdade é essa, a vaidade por vezes faz-nos querer mudar). um dia olhei-me ao espelho e vi alguém qe não reconhecia, então peguei numa lamina, desfiz a barba, e fiz tudo o que tinha direito. e assim começou o meu processo de reintegração social (heheheheh).
mas o assunto que aqui me trás é nada mais que o R.... estava eu em casa no messenger a teclar e atrabalhar ao memso tempo, qundo uma amiga liga a perguntar se não queria ir ao café. como estava um pouco chateado de estar em casa aceitei e la fui ao seu encontro. estavamos nós num centro comercial a vasculhar as lojas para o fim do ano, quando num dos corredores vejo uma pessoa. sim logo hoje tinha de o ver. estranhamente sentia que algo iriaacontecer e ainda bem que aconteceu, nada melhor para curar uma dor que a enfrentar. tenho um grande amigo que me diz que não vale o esforço de nos escondermos das coisas. por favor, mas logo hoje, hoje que li novamente a carta, coincidencia a mais. esta ainda mais bonito, gostei de o ver. ele olhou para mim, mas não tive coragem de olhar, preferi dirigir o meu olhar para o chão. por momentos esqueci-me de onde estava até de que estava falar com a minha amiga. e vi-o mais vezes, também fiz por isso.
gostei mesmo de o ver, mas sabem o que me faz mais mal, é vê-lo sempre só. queria vê-lo com alguem, acompanhado de outro rapaz para perder de vez algumas esperanças que possa ter. isso é o que mais confusão me faz. quando tudo acabou ele disse que depois de mim não queri mais ninguem. sei que são coisas que se dizem no momento, pois ninguem vive sem ninguem, é anti natura, mas sempre que o vejo só, penso nessa frase, parece que ecoa na minha cabeça. por instantes penso que ... parvorices!
as coincidencias da vida, porque logo o hoje o tinha de ver?
nada acontece por acaso, muitos não acreditam no destino, mas tudo o que fazemos nesta vida acontece por alguma razão. acredito no karma, se fazes algo, mais cedo o mais tarde pagas por esse acto. de certa forma ao passar a carta para aqui, chamei-o de novo, e esse chamamento foi ouvido e ele apareceu.
não estou em baixo, ou triste, apenas confuso. confuso porque sei que ainda gosto dele, mas também sei que as coisas como acabaram é remota a hipotese de volta.
sou massoquista mas não ao ponto de voltar a sofrer tudo novamente e sei que perto dele iria sofrer. ele também possui fantasmas dos quais não consegue se distanciar. é complicado viver com o rancor de alguem.